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voto sim: pelo fim da humilhação

VOTAR SIM A ESTA PERGUNTA:
«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»

É O MESMO QUE VOTAR NÃO A ESTA:
«Concorda com a punição a pena de prisão até 3 anos a aplicar a uma mulher grávida que deu consentimento ao aborto praticado por terceiro, ou que, por facto próprio ou alheio, se fez abortar?

---------------------

SE VOTAR SIM,
Sou a favor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez (...).

SE VOTAR NÃO,
Sou a favor da lei actual, que pune até 3 anos de prisão uma mulher grávida que deu consentimento ao aborto (...).

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VOTO SIM
Desejo que seja alterada a lei actual, que pune uma mulher que abortou até 3 anos de prisão. Desta forma a mulher que precise de abortar a sua gravidez pode fazê-lo num estabelecimento de saúde legalmente autorizado, com todas as condições de higiene, correndo ríscos mínimos.

VOTO NÃO
Desejo que a lei actual se mantenha, que pune uma mulher até 3 anos de prisão que tenha abortado em território nacional, numa clínica privada onde pagou balúrdios não declarados às finanças, ou num barraco qualquer onde pagou balúrdios e se habilitou a apanhar uma infecção que podia ter posto em risco a sua vida.

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1. Dizer "assim não" é o mesmo que dizer apenas não (ou então tem de se acrescentar um quadradinho ao boletim de voto...).

2. Dizer que "os meus impostos" servem para financiar clínicas que realizarão abortos não me choca em nada. A mim faz-me impressão é que o dinheiro "dos meus impostos" sirva para pagar a juízes que, mais cedo ou mais tarde, ponham uma mulher na cadeia!

3. Dizer que nenhuma mulher está presa por ter realizado um aborto é ridiculo. Estão presas na lei. A qualquer altura, se a lei não for mudada (e for levada realmente a sério por um juiz (ou juíza) que considere abortar o mesmo que assassinar uma criancinha), as coisas não irão continuar assim.

A lei actual que pune o aborto está no Código penal, artigo 140, número 3.

6 comentários a “voto sim: pelo fim da humilhação”

  1. # Anonymous Anónimo

    È tudo tão simples e linear, mas ainda há quem esteja a tentar enganar os portugueses dizendo que o que está em causa não é a despenalização.  

  2. # Blogger Ergolas

    O ponto de vista aqui abordado não abarca a totalidade do problema, parece-me... A questão não é assim linear...  

  3. # Blogger spicka.pt.vu

    Quanto à linearidade da questão concordo com o Ergolas, pois acho que, para não haver o tipo de confusões que "o não" está a criar, a questão no boletim de voto deveria ser: "Deseja que as mulheres deixem de ser presas até 3 anos por terem abortado?"

    Desta forma acabavam-se as confusões que "os nãos" estão a criar. Porque o cerne da questão é apenas este.

    Até já.  

  4. # Blogger Max Mortner

    E quem é que lhe diz que as mulheres vão poder realizar abortos num estabelecimento de saúde legalmente autorizado e com condições de higiene? Onde é que isso está garantido?
    Veja o meu blog e um post que lá está sobre o assunto...Se me dessem todas as garantias votava no sim...assim não voto.
    www.guardafiscal.blogspot.com  

  5. # Blogger Ergolas

    Amigo Spicka, acho que é um bocado de ingenuidade da tua parte veres apenas a despenalização na questão que vai a votos... Muito mais do que o acabar com a pena de prisão para a mulher que aborta, faz-se a legalização do acto, que passa a realizar-se num estabelecimento de saúde pública, com o aval e apoio do Estado. É contra isso que sou. Por isso não voto sim.  

  6. # Blogger spicka.pt.vu

    Ingenuidade?! A pergunta é clara! Fiquemo-nos pela resposta à questão que aparece no boletim, e nada mais! Mais: Porque raio é que o Estado não pode apoiar quem deseja fazer um aborto?!

    (O Estado deveria, como Estado de direito que tem de ser, apoiar não só o acto do aborto a quem o deseje fazer, mas também o casamento civil entre casais homossexuais, assim como a adopção de crianças por casais homossexuais!)

    O Estado, não é só feito por pessoas que acreditam numa religião, que vivem muito bem, que tem acesso a muita (in)formação... Também há preocupantes dramas sociais, extrema pobreza, falta de (in)formação... E quem não tem dinheiro para ir a Espanha abortar deve-se sujeitar ao que lhe aparece à frente?! NÃO! O Estado tem de apoiar essas pessoas! E não prendê-las por terem tomado uma decisão que só a elas lhe dizia respeito.

    E é só. Para já...  

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